Sempre é possível transformar situações ruins em algo positivo

Ontem eu fui a um reumatológica aleatório que marquei pelo aplicativo da Unimed BH, isso porque, das indicações que tive consegui marcar uma médica em abril e a outra não atende novos clientes pelo plano de saúde… Uma prática cada vez mais comum entre médicos em BH, e que me deixa muito desconfortável, mas enfim – este post não é sobre isso. É sobre a minha busca.

Quero descobrir o que tenho, quero saber se é doença autoimune, se é doença céliaca, se é doença reumática… então marquei o reumatologista ontem e o gastroenterologista na quinta-feira de manhã.

A consulta foi breve, ele me ouviu e disse: tenho muitos anos de prática, o que precisamos fazer são exames de sangue e de raio x pra descobrir se seus sintomas indicam uma doença reumática.

Eu congelei… Eu li na cara daquele senhor uma certa surpresa pela minha idade e pelos meus sintomas: episclerite persistente, quase um mês já; e a dor na região do sacro, uma dor de anos que eu sempre achei que era nada, postura, comportados. Bom, o que eu queria mesmo eram os pedidos de exame, e isso ele me deu, as perguntas que não consegui fazer vou elaborá-las pra quando tiver o resultado dos exames voltar lá.

Quando entrei no carro e contei pro Sergio, eu chorei um pouquinho. Pensar numa possível doença reumática antes mesmo de completar 36 anos me deixa um pouco triste. Ele amenizou, falou algumas coisas positivas e me abraçou.

Desde então estou pensando no I Ching, nos conselhos do Alfred Huang sobre como lidar com situações difíceis que não podem ser evitadas.

Já tem 3 dias que eu prático qi gong pela manhã, meia hora… E uma breve meditação de 6 a 9 minutos. Sei que isso me ajuda a manter calmo o coração e a minha mente.

“Sempre é possível transformar situações ruins em algo positivo” – eu acredito nessa frase, eu falei algo parecido outro dia com o Sergio. Falei que uma capacidade incrível que temos como seres humanos é a de resignificar o que nos acontecem. É como um mecanismo de evolução e sobrevivência, a razão de mãos dadas com a espiritualidade nos permite interpretar uma fatalidade de inúmeras maneiras. Pode-se cair em desespero, ou pode-se arregaçar as mangas.

(Suspiro) isso sou eu falando pra mim mesma enquanto ainda estou na fase da busca. Enquanto ainda não tenho respostas. Sei que ainda há esperança, seja de não ser uma doença reumática, seja de resignificar, reagir, e superar o que for. Por hora, exames de sangue feitos, agendamento do raio x, consulta com o gastro na quinta-feira.