Vinte e cinco

Há uma coisa que é invariavelmente perfeita
Antes que houvesse Céu e Terra, já estava lá
silenciosa e solitária
Ela permanece sozinha, imutável
Movimenta-se em círculos e não se esgota
É a Mãe do Céu e da Terra

Por desconhecer seu nome
Chamo-a de Tao
Por falta de uma palavra mais adequada
Chamo-a de “Grande”
Grande por estar “sempre em movimento”
Sempre em movimento por estar “distante”
Distante por estar “de volta”

Assim a Tao é grande,
o Céu é grande,
a Terra é grande
e a humanidade da mesma forma,
também é grande

No espaço, há quatro grandezas
e a humanidade é uma delas
A humanidade orienta-se pela Terra
A Terra guia-se pelo Céu
O Céu rege-se pela Tao
E a Tao orienta-se por si mesma

Adaptação livre de distinção de gênero, por Keylla García.