Tempos subversivos

Vivemos tempos subversivos.
E não se engane, existem dois tipos de subversão coexistindo e contribuindo para o caos que vivenciamos.

De um lado pessoas que agem para a destruição de instituições como a educação pública e a saúde.

Do outro lado pessoas que assistem pacificamente estas ações. No máximo solucionam seus próprios problemas, como a alfabetização de seus filhos, enquanto fecham os olhos para o abismo que estão cavando em termos de desigualdade social. Pois, quem não tem condições financeiras de solucionar seus próprios problemas se torna cada vez mais vulnerável.

Aguardar 2022 passivamente por trás de justificativas como #ficaemcasa é uma atitude subversiva.

A omissão também é uma ação. E como sociedade, todos, vamos colher os frutos que estamos plantando nestes tempos sombrios.

Estes dois tipos de subversão existem na política brasileira e também na sociedade civil brasileira. Somos manipulados a escolher um dos lados da bipolaridade. É como se não houvesse um caminho do meio. É 8 ou 80.

Somos corresponsáveis por não lutar contra o sucateamento da educação pública. Somos corresponsáveis por ignorar as ações de ministros como o do meio ambiente, da educação, entre todos os outros.

A omissão e a passividade do brasileiro e da brasileira com curso superior, do brasileiro e da brasileira da classe média, é por si só uma subversão e vamos colher os frutos, vamos servir a mesa nossos filhos e netos com estes frutos, porque plantamos e cultivamos os tempos atuais.

“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.” – Guimarães Rosa

Publicado por Keylla García

Terapeuta integrativa apaixonada por Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa. Estuda e desenvolve técnicas para o controle e alívio do estresse desde 2021. Escritora, bióloga, fotografa, videomaker, webdesigner... uma pessoa que segue, confiantemente, em direção aos seus sonhos.