Duas

Se toda a Terra reconhecer a existência da beleza,desta forma já se pressupõe a feiuraSe toda a Terra reconhecer a bondade,deste modo já se pressupõe a maldadeA Forma e a não-Forma geram-se mutuamenteA facilidade e a dificuldade se complementamLonga e curta se definem uma à outraAlta e baixa convivem entre siA voz e o silêncioContinuar lendo “Duas”

Quatro

A Tao flui sem cessarNo entanto, ela jamais transbordaEla é um abismo profundo,como a raiz das dez mil formas de existênciaCega o corteDesata os nósAtenua o brilhoUne-se a poeira do mundoLímpida como a existência eternaDesconheço sua origemParece ser ancestral a qualquer Divindade Adaptação livre de distinção de gênero, por Keylla García.

Vinte e três

Falar pouco é natural Uma forte ventania não dura a manhã inteiraUma tempestade não dura o dia todo Quem produz essas coisas?O Céu e a TerraSe nem o Céu e a Terra podem produzir coisas duráveisquanto mais a humanidade Por isso:A pessoa que segue a Tao, une-se a TaoA pessoa que segue a Virtude, une-seContinuar lendo “Vinte e três”

Vinte e quatro

A pessoa que anda na ponta dos pésnão tem firmezaA pessoa que dá um passo grande demaisnão consegue avançarA pessoa que aprecia se exibirnão alcança a iluminaçãoA pessoa que é excessivamente agressivanão realiza nada notávelA pessoa que se vangloria demaisnão perdura Para a Tao essas pessoas são comorestos de alimentos em uma oferenda,coisas desprezadas porContinuar lendo “Vinte e quatro”